Mottu emplaca a TVS Apache RTR 160: o que já dá pra saber

TVS Apache RTR 160 4V vermelha sobre fundo escuro com brilho verde

Saiu uma que mexeu com a rapaziada: a Mottu já emplacou mais de 60 unidades da TVS Apache RTR 160. Não é boato de grupo de WhatsApp — é dado de registro oficial, publicado pelo MOTOO. A Mottu não abriu o bico até agora, mas emplacar 60 moto não é teste de uma unidade só. Bora ao que dá pra afirmar e ao que ainda é achismo.

O que aconteceu, na real

O levantamento é do MOTOO, publicado em 5 de agosto de 2026: mais de 60 Apache RTR 160 emplacadas pela Mottu. Um detalhe importante — a Mottu não confirmou nada oficialmente, nem qual versão da moto entrou (a Apache tem configuração de 2 e de 4 válvulas, e a diferença entre elas é grande). E não parou na Apache: a Raider 125 e a NTorq 125 também apareceram emplacadas pela Mottu, só que em volume bem menor, coisa de teste. A Apache foi a única que veio em quantidade que dá pra chamar de lote.

Que moto é essa Apache RTR 160

TVS Apache RTR 160 4V vermelha com garfo invertido dourado, vista de frente em três quartos
TVS Apache RTR 160 4V na configuração com garfo invertido — foto de divulgação da TVS.

É a esportiva de entrada da TVS, a mesma fabricante da Sport que você aluga hoje. Na ficha da versão 4V, com dados oficiais da TVS: motor monocilíndrico de 159,7 cm³ arrefecido a óleo, injeção Bosch, 17,55 cv a 9.250 rpm e 14,73 Nm a 7.500 rpm no modo Sport. Câmbio de 5 marchas, tanque de 12 litros, assento a 800 mm do chão e 143 a 146 kg dependendo da versão — leve pro tamanho que tem.

Botando lado a lado com a Sport 110 que roda hoje na frota: é quase 50% a mais de cilindrada e mais que o dobro de cavalo. Não é a mesma categoria de moto, é outro papo.

O que isso muda na rua

Painel digital da TVS Apache RTR 160 4V mostrando o modo Urban
Painel digital: mostra o modo de pilotagem, o marcador de marcha e o combustível.

Três modos de pilotagem. Sport, Urban e Rain. No Rain a moto entrega menos potência e responde mais macio no acelerador — quem já perdeu a traseira em faixa de pedestre molhada sabe o quanto isso vale. O Urban fica no meio termo pro trânsito do dia a dia. É o tipo de coisa que na 110 simplesmente não existe.

Freio de gente grande. Disco de 270 mm na frente e 240 mm atrás, com ABS (canal único ou duplo, conforme a versão). Pra quem faz 100, 150 km por dia costurando, freio bom não é luxo — é o que evita o prejuízo e o afastamento.

Farol de LED. Luz mais branca e mais larga que a de um halógeno. Conta a favor na entrega noturna e na rua mal iluminada.

Pneu radial atrás. São 130/70 R17 CEAT Zoom radial no traseiro, bem mais borracha no chão do que a 110 tem. Isso é confiança em curva e em piso molhado, principalmente carregado com bag cheia.

A Apache não é novata aqui

Tanque da TVS Apache RTR 160 4V na cor preta fosca com detalhes em vermelho
A Apache na cor preta — a mais próxima do visual que a frota Mottu já usa.

Quem entrou agora no rolê talvez não saiba, mas a Apache já rodou no Brasil por 14 anos. A TVS chegou aqui em 2010 numa parceria com a Dafra, e a Apache foi vendida com o emblema da Dafra na tampa do tanque. Foram mais de 40 mil unidades vendidas antes de a parceria terminar, em março de 2024 (Tudo de Motos). No mundo, a família Apache já passou de 6 milhões de motos e completou 20 anos de mercado em 2025.

Traduzindo: mecânico que já conhece a moto e peça circulando não são problema novo por aqui. Isso pesa muito numa frota de aluguel, onde moto parada na oficina é dinheiro parado — pra empresa e pra você.

E a Mottu, como está de tamanho?

Pra entender como a empresa consegue bancar modelo novo, olha os números. A Sport 110i emplacou 11.397 unidades só em julho de 2026, o melhor mês da história do modelo. No acumulado de janeiro a julho foram 66.987 motos, 26,6% a mais que no mesmo período de 2025 (Despachante DOK).

Isso coloca a Mottu em 5º lugar no ranking geral de emplacamentos do Brasil desde fevereiro, na frente de marca tradicional que vende moto há décadas. A fatia dela saiu de 4,51% em 2025 pra 5,20% em 2026 — mais ou menos 1 a cada 20 motos emplacadas no país.

Só uma ressalva pra ninguém sair falando errado: emplacamento não é venda. A Mottu registra a moto pra própria frota, não vende pra consumidor final. Mas pro fabricante o efeito é o mesmo — é volume saindo da linha de produção. E a fábrica própria em Manaus, a Tupã, tem meta de cerca de 110 mil motos em 2026, com modelo novo entrando no portfólio até agosto (MOTOO).

A pulga atrás da orelha: e se vier uma 125?

Atualização: a aposta deste trecho virou realidade — a Raider 125 entrou na frota e a Mottu publicou o manual oficial. A versão da Mottu tem modos Eco e Power e Start-Stop, mas o manual não menciona Glide Through nem modo Boost, e os números oficiais são 12,7 HP e 11,5 Nm. O texto abaixo foi mantido como estava na época; os dados atuais estão em a chegada da Raider 125 à Mottu.

TVS Raider 125 verde e preta vista de perfil
TVS Raider 125 — também apareceu emplacada pela Mottu, em volume bem menor.

Aqui é onde a conversa fica interessante. Lembra que a Raider 125 também foi emplacada pela Mottu? Pois é. Foi pouca unidade, mas foi.

E a Raider faz um sentido danado pra frota. É uma 125 de 3 válvulas, arrefecida a ar e óleo, com 11,75 Nm a 6.000 rpm e 0 a 60 km/h em 5,8 segundos. O que ela traz é coisa pensada pra quem trabalha no trânsito: partida silenciosa ISG, Glide Through Traffic (a moto anda sozinha em marcha lenta no engarrafamento, sem você queimar embreagem), modos Boost, Power e Eco e mono-amortecedor ajustável em 5 posições (TVS).

Pensa na lógica da coisa: a Apache 160 é moto de desejo, mais cara, provavelmente pra um plano de cima. A Raider 125 seria o degrau natural acima da Sport 110 — mais fôlego pra quem roda o dia inteiro, sem estourar o preço de plano de trabalho. Se a Mottu quer atender mais perfil de entregador sem canibalizar a 110, a 125 é justamente a peça que falta no tabuleiro.

Nada disso está confirmado, fique claro. Mas emplacamento costuma ser o passo que vem antes do anúncio — e a Raider já deu esse passo.

O que muda pra você agora

Na prática, por enquanto, nada: o catálogo de aluguel continua sendo a Sport ESD e a Mottu-E Max, e quem manda no que está disponível é o app da sua cidade. Se você já está pensando em entrar, os planos seguem os mesmos, a retirada continua nas bases e o cupom MOTTUTOP vale no resumo da contratação (veja como aplicar).

Quer o contexto completo? Dá uma olhada em o que os rumores apontam pra 2026 e em por que a Mottu cresce tanto no Brasil.

Transparência: o emplacamento das Apache RTR 160, Raider 125 e NTorq 125 pela Mottu é dado publicado pelo MOTOO. Tudo o que vem depois disso — qual versão entrou, se vira produto de aluguel, quando e em qual plano — é leitura nossa, não anúncio da empresa. A Mottu não confirmou nada até o fechamento deste texto. As fichas técnicas citadas são as oficiais da TVS e podem mudar numa eventual versão brasileira. O catálogo que vale é sempre o que aparece no app da Mottu na sua cidade. Fotos: material de divulgação da TVS Motor.
Cupom verificado • Atualizado em 10/2026
Abrir app
Vale para novas contratações pelo app Como usar o cupom
Voltar para o blog
Continue lendo

Leia também

Código copiado!